PECURSOS PEDESTRES

Os percursos vão ser numerados, no início dos percursos além da placa com o número respectivo vai estar uma placa que identifica a modalidade que é aconselhável (BTT, canoagem, pedestrianismo). As placas de caminho a seguir surgem com dois riscos paralelos vermelho e amarelo.

Consultar folheto - Rotas e Percursos.pdf

Trilhos do Rio Ocreza – Percursos

Quase todos os percursos podem ser iniciados na estrada nacional (112) de Castelo Branco ao Salgueiro do Campo, o início destes vai ser assinalado por placas númeradas. Quando forem delineados mais percursos estes vão ser alojados na página de internet do projecto. Com o propósito de proteger aspectos significativos da fauna e da flora alguns percursos não são marcados sendo ocasionalmente organizados passeios com guias da associação.

 

Percurso 1

Este percurso tem inicio na ponte do rio Ocreza (na estrada que se dirige para o Salgueiro), margem direita com direcção para sul (distância 1200m). Este trilho é interessante em qualquer estação do ano (para fotografia ou simples observação especialmente de aspectos patrimoniais e geológicos), se bem que as estações em que chove mais tornem o caminho difícil em alguns locais.

Durante o Inverno é preciso manter alguns cuidados com os escorregadios aglomerados graníticos. Partindo da ponte percorremos um declive ligeiro por cerca de 200m, ouvimos o ruído da água e temos uma represa antiga contígua à qual encontrámos um moinho. Apesar de não funcionar é bastante fácil perceber o seu funcionamento. Voltámos ao trilho inicial e ainda na direcção sul encontramos um obstáculo, aqui no caminho está a ribeira do Freixial que atravessa o nosso trilho e ali entra no rio ocreza. No verão quase seca, no Inverno temos de usar alguma estratégia para prosseguir o nosso caminho. Dado que a largura deste curso de água anda entre os 2 e os 3 metros geralmente conseguimos transpor o mesmo com um salto nem sempre bem sucedido sem molhar os pés. Uma estratégia mais bem sucedida será de colocar um tronco para os restantes elementos poderem atravessar o rio. Já utilizamos muitas vezes esta estratégia e geralmente é fácil encontrar ali um tronco para fazer a travessia da ribeira. Passado este obstáculo e percorridos cerca de 40 metros por entre enormes afloramentos graníticos encontrámos um pequeno moinho colocada estrategicamente no meio do leito do rio, entre uma grande garganta granítica. A margem esquerda apresenta naquele local algumas potencialidades para a prática de rapell. Este local exige alguns cuidados, especialmente no período do Inverno as rochas que conduzem ao moinho encontram-se escorregadias. Feito o reconhecimento deste pequeno moinho que dada a sua dimensão diminuta não se encontra referenciada nas cartas topográficas, devemos voltar atrás cerca de 40 m e então podemos retomar o trilho junto à pequena foz da ribeira do Freixial. O relevo torna-se progressivamente mais acidentado à medida que vamos avançando para Sul, a vegetação também se torna mais densa, sendo por vezes intransponível junto às margens do rio.Podemos avançar subindo até encontrar um caminho de terra batida que nos permite voltar estrada.

 

Percurso 2

(Inicio 400 m antes da ponte direcção N distância 4000m)

O percurso que vamos descrever é diferente de todos os outros e nasceu por uma feliz coincidência. Quando num sábado de tarde deambulávamos ali pelos arredores do rio, passou alguém que nasceu e viveu uma parte da vida no rio Ocreza, assim como os seus familiares. Alguém que conhece os moinhos assinalados na carta topográfica 1/25000, e conhece os outros que pelas suas dimensões não aparecem nas cartas topográficas.

Em redor deste rio existem diversificados trilhos que em outros tempos eram muito utilizados pelos moleiros que por aqui passavam diariamente, actualmente parte significativa deste trilhos encontram-se novamente cobertos de mato, sendo ainda alguns utilizados pelos pastores locais. O trilho dos Moleiros dirige-se para norte com partida da Ponte do rio Ocreza na estrada que se dirige para o Salgueiro do Campo, este trilho vai até à Ponte de S. Tiago próxima do Vale da Senhora do Valverde e da povoação de Caféde e é aconselhável para pedestrianismo, observação da fauna flora e património construído.

 

Percurso 3

Percurso entre a ponte do Ocreza que conduz ao Salgueiro do Campo e o cruzamento para o Santuário da Sª do Valverde na estrada que conduz a Caféde.
Consultar mapa - Percurso 3

Percurso indicado para pedestrianismo e BTT distância de 7Km.

No inicio deste percurso direccionado para Norte – Noroeste à medida que vamos subindo no terreno avistámos o rio Ocreza, algumas cascatas uma azenha e a ponte assim como o vale do rio. Do ponto mais alto do caminho podemos observar as margens que o ladeiam em boa parte constituídas por enormes afloramentos graníticos. A cobertura vegetal é constituída essencialmente por pinheiro, giesta, esteva e rosmaninho sendo progressivamente constituída por oliveiras, azinheiras sobreiros à medida que nos afastamos do leito do rio e subimos. Ao longo do percurso encontram-se diversos outros caminhos pelo que será necessário ir com alguma atenção. Antes de desembocar na estrada que conduz à povoação de Caféde é necessário passa por um pequeno pontão (a antiga ponte de pau – por durante muitos anos ali ter existido um pontão em madeira) por baixo do qual passa uma pequena ribeira. Os terrenos que não tem cobertura de oliveira, sobreiro ou pinheiro são utilizado como pastagens.

 

Percurso 4

Localização – cerca de 500 m antes da ponte do rio Ocreza na estada que conduz ao Salgueiro do Campo. Direcção Norte (é aconselhável a utilização de carta topográfica e bússola. Actividades aconselháveis – Pedestrianismo, BTT, pequenos percursos em viatura tt, observação da natureza.

Este percurso tem início num caminho situado entre uma mancha florestal de pinhal, apesar de existirem diversos caminhos é fácil o modo de orientação. O principal ponto de referência deverá ser o leito do rio. Percorridos cerca de 500m em direcção Norte podemos observar do lado esquerdo o vale formado pelo rio ocreza, a partir daqui a vegetação vai passando do pinheiro para a giesta e rosmaninho que salpica os aglomerados graníticos que aumentam à medida que nos aproximamos do leito do rio. A partir deste momento não existe caminhos estamos entregues ao nosso critério de escolha. Em certos locais devemos evitar demasiado a proximidade com o leito do rio que contudo nos deve servir de orientação, devemos guardar uma margem de 50 a 100 m entre o leito do rio e o local que escolhemos para caminhar. Ao longo do curso do rio é normal surgirem algumas construções, na margem esquerda e chegados ao fim da mancha de pinhal surge o resto de uma casa de habitação azenha e forno. A beleza da paisagem é uma característica dominante, enormes rochas graníticas mergulham aqui e ali no leito do rio formando algumas gargantas, uma pequena lagoa surge mais abaixo ladeada de granito. Subindo as margens com o olhar alguns penedos erguem-se majestosos. Ao longo dos anos o homem foi aproveitando alguns aglomerados rochosos para ali fazer as suas construções, geralmente moinhos, casas com pequenos fornos onde se fazia o pão. Este percurso permite um passeio e no Verão com algum cuidado permite a passagem para a outra margem do rio.

 

Percurso 5

(Estrada que conduz ao Salgueiro do Campo – Moinho de Vento – Ponte de Ferro Palvarinho). Distância 6900m

Partindo da estrada que conduz ao Salgueiro do Campo corte ao lado esquerdo, percorridos 2600m por um caminho de terra batida ladeado por pinheiros encontrámos um antigo moinho de vento. Percorridos mais 100 m do lado direito surge imponente em granito um penedo de grandes dimensões. Cortamos por um caminho ao lado direito e iniciamos a descida por um declive em direcção ao rio. Depois de alguns minutos de descida por um caminho difícil para carros, chegámos à Ponte de Ferro que dista cerca de 4300m da estrada. A cerca de 100 da Ponte de Ferro encontrámos um antigo moinho meio destruído. Observámos a paisagem a partir da Ponte de Ferro e seguimos pelo caminho que começa gradualmente a subir até à Capela de S. Lourenço nas proximidades do Palvarinho. Da capela de S. Lourenço seguimos para o Palvarinho e desembocámos novamente na estrada principal.

 

Percurso 6

A barragem da Marateca dista a cerca de 11 Km da cidade de Castelo Branco sendo visível quando percorremos a A23 em direcção a Norte. Esta mancha de água tem captações de nascentes e do rio Ocreza. É a água desta barragem que abastece a cidade de Castelo Branco. A barragem da Marateca tem a Norte a vista imponente da serra da Gardunha que faz a separação com a Cova da Beira, a W algumas aldeias como a Póvoa de Rio de Moinhos a Este a A23 e a Sul Castelo Branco. Esta albufeira abrange uma área com grande beleza paisagística, além da vegetação podemos observar aqui diversas espécies de aves, cuja permanência varia com a estação do ano. A cegonha branca é um habitante muito frequente destas paragens será importante referir que alguns casais ficam por aqui ao longo de todo o ano. No que diz respeito às modalidades aconselhadas temos o BTT, canoagem e pedestrianismo.

Ao contrário do que fizemos com outros locais aqui não vamos definir itinerários Em redor da barragem existem caminhos bastante interessantes para percorrer a pé e de bicicleta. Percorrer a barragem de canoa é sempre agradável e também bastante interessante do ponto de vista da observação e da fotografia. Aconselhamos percursos pedestres em redor da barragem, evitar trilhar caminhos que não estejam abertos será sempre importante para preservar a fauna e a flora.